"Quando tudo nos parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo."


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Me

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quarta-feira, junho 04, 2014

Silêncio.

   Um alívio à falta de um sentimento mínimo de solidariedade, se é assim que posso ousar classificar, é pensar que a solidão deve machucar tanto, que a única coisa a fazer é alimentar a própria fantasia com a conquista dos outros ou somente acreditar em suas próprias verdades ou, até mesmo, na super valorização daquilo que talvez não tenha importância significativa, abrindo mão da opinião dos outros, passando por cima de sentimentos, de novas formas de agir, de ser paciente (em meio a tanto orgulho) para sequer ouvir o que o próximo tem a dizer. São só palavras, mas essas palavras poderiam ser ditas. Precisavam ser ditas. O momento existiu. O olhar: poderia ser demonstrativo de um pouco de companheirismo (essa tal "sensação" fruto de uma provável sintonia).

   Falar e ouvir. Talvez o mínimo(!) que um ser pudesse esperar de outro. Troca de palavras. Comunicação. Entendimento. Conforto. O conforto, quem sabe um dia, seja poder se fazer notar. Como são dolorosos os insultos nada construtivos, muito menos os apontamentos nada aproveitados pela falta de decência, de sentimentos, de opinião, de gostos nada compartilhados, da diferença (ou indiferença) que exala instintivamente.

   Enquanto isso, em um ato de puro desespero, em meio ao silêncio, tento esquecer o que não me faz bem, transformo tudo em palavras "jogadas ao vento", e sigo o meu silêncio. Palavras que nunca serão ditas, tampouco lidas, palavras que nunca terão a mínima ou devida importância, assuntos (quem sabe...), em retribuição à forma amarga, arrogante e pouco receptiva de chamar a atenção, em tão significante época de tanta comunicação, simplesmente.



Alb@

quinta-feira, maio 22, 2014

Gosto de você

Gosto de você.
Gosto do seu jeito.
Gosto dos seus olhos.
Gosto da sua voz.
Gosto do seu olhar perdido.
Gosto do seu olhar quando encontra o meu olhar.
Gosto do seu silêncio quando simplesmente encontra o meu silêncio.
Gosto do som da sua respiração.
Gosto do seu cheiro.
Gosto do seu beijo.
Gosto do seu sorriso malicioso.
Gosto da sua maneira à minha maneira.

E eu esqueço das coisas que me incomodam.

Gosto do modo como invade os meus pensamentos.
Gosto como você inquieta meus pensamentos.

Penso nos sonhos e nos sonhos - penso. Em você.



Alb@

quarta-feira, março 26, 2014

1 ano se passou...



Um ano se passou...
...Sinto muito a sua falta, papai.

E ainda vejo roupas, e cores, e jeitos  tão parecidos com o seu jeito, suas roupas, suas cores.


Ah, que saudade!


E o trem passa, o avião corta o céu - e eu ainda corro para ver!
Mania de criança, admirando um mundo novo, coisas que fazíamos e não dá vontade de esquecer, tampouco mudar!

Tantas coisas me fazem lembrar do meu pai...

(E ainda vou complementar. Este texto pode não ter fim.)


Alb@



sexta-feira, janeiro 10, 2014

Escorregando nas cores


Escorregando nas cores,
Entre vultos e sombras
Procuro o que não quero
Encontro o que nunca busquei.


(.)


Escorregando nas cores,
Entre tons e sentimentos
Desvio de espinhos e pétalas
Caminho na mais incerta direção.


Cresce em mim a força do que sinto
Carinho suave, bem querer e proteção.
Logo desperto e anseio
Encontrar por entre seus medos
A vida salubre, um corpo aflito por desejo,

Escorregando nas cores da emoção.





Alb@




quinta-feira, janeiro 02, 2014

Desabafos...



Início. Desperta em mim uma vontade insaciável de sair à procura de respostas para as questões mais íntimas. Aquele conforto que é despertado, reforçado na mente através das belas paisagens, do contato com a natureza, do respeito pelo silêncio, do simples deitar à “luz da Lua” e pensar na vida, conhecer pessoas, conversar, perceber os mais variados estilos de vida, e encontrar situações diferentes, agir perante novos desafios.

Respostas que muitos profissionais nos orientam e que também são adquiridas pela vivência, que podem ser resgatadas em cada lugar onde estiver. E seguem os passos com destino à vida. Etapas que têm como ingredientes a ansiedade e o sofrimento, mesmo que pouco, ocorrem para um possível aprimoramento pessoal. Assim espero.

Procuro ser mais realista, tento não iludir-me e/ou conseguir identificar os acontecimentos como (quem sabe) obras do acaso que - por acaso – são indispensáveis ao crescimento pessoal. Empenhar-me, provar o provável gosto doce da vida, mesmo que aventura amarga... Preciso viver essas etapas necessárias.


Preciso montar esse quebra-cabeça. Juntar as miúdas e confusas peças e ser forte para aceitar e apreciar o quadro que então surgirá. Apostar no prazer consciente, dominado, dominante, tímido, cheio de boas intenções em que tudo nos é proporcionado, desde os vários níveis ao “prazer absoluto”. Gesto simples, cúmplice de um envolvimento talvez, algo importante para a nossa verdade. Falar, pensar, criticar, manifestar qualquer tipo de sentimento, agradando ou não, mas que seja sincero e certo de defesa, pois ninguém pode ser culpado por unir a fome pela vida e a sede de amar.


Alb@